O Líbano e o Brasil possuem ligações estreitas muitos mais fortes do que se imagina. A conexão entre esse dois países, apesar de distantes, vão alem da ligação fraterna, e chegando a importação e exportação.  Líbano é um país em potencial para a importação dos produtos brasileiros, e o destaque maior é a carne bovina. Todos os dias ao ir ao mercado libanês, o consumidor se depara com a presença deste produto brasileiro no Líbano.

 

A carne bovina brasileira já faz parte do cotidiano dos libaneses e respeitado pelos chefes de cozinha do Líbano, sendo muito usada para os pratos típicos da região seja no quibe, quibe cru ou a Kafta. Segundo a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o Líbano é o segundo maior destino da carne bovina resfriada brasileira, chegando a importar US$ 54 milhões em 2014, dos meses de julho até setembro.

 

Mas o Líbano importa também o boi vivo, que recebeu quase 70% das exportações de boi vivo brasileiro na região. O Líbano está entre os 10 maiores importadores de carne bovina brasileira no mundo. No ano passado Brasil vendeu um total de 1.216 toneladas do produto para o Líbano,  conforme dados da Câmara do Comércio Árabe Brasileira.

Os cortes mais procurados são o filé mignon, o contra-filé e o músculo. Infelizmente, a picanha não faz parte do gosto nacional libanês. Os valores do quilo do filé mignon brasileiro ficam em torno de $ 12 a $15. Já o músculo pode chegar a $ 6 por quilo e o preço do contra-filé fica em torno de $10.

As marcas como Friboi e Bertin são as mais comuns no Líbano, todas com o carimbo do Ministério da Agricultura Brasileira, ganhando dessa maneira a confiança dos consumidores libaneses, que exigem carne de qualidade e procedência certificada pelo governo brasileiro.

Apesar da economia brasileira viver uma grave crise atualmente, o setor de exportação pode ser favorecido pela alta do dólar. E aqueles que não exportavam, terão maior interesse em fazer, pois seus preços ficarão mais competitivos no mercado exterior, frente à desvalorização do real. Com a disparada do dólar, batendo o recorde desde o lançamento do plano real, chegando aos incríveis R$ 4,24 na semana passada, os exportadores não tem do que reclamar, afinal a moeda real se desvalorizou frente ao dólar, aumentando assim a possibilidade de faturamento.

 

Por Viviane Carvalho

 

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