DSC_8807A Connection Beirut entrevista esse mês na coluna Comunidade a capoeirista e dançarina Roberta Meireles, baiana de Salvador que mora no Líbano há 6 anos. Formada em capoeira pela “Filhos de Bimba Escola de Capoeira” (FBEC), Roberta tem a capoeira como prioridade e diz que “quando escuta o barulho do berimbau, seu coração acelera e a energia positiva reascende seu vigor em viver”. Além da prática da capoeira, Roberta também apresenta shows de samba, assim

como toca percussão na batucada do grupo Passos Alegres.

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1) É sabido que muitas mulheres artistas, em particular as dançarinas, sofrem preconceito por conta da
profissão escolhida. Como você enxerga o tema preconceito com as artistas no Líbano?

Eu sofro preconceito pela escolha de minha carreira e muitas vezes sou mal interpretada. Ser artista não é fácil, não importa se o espetáculo acontece em um grande palco ou em um simples casamento. Mas quando se faz o que gosta e é feliz e realizada em seu trabalho, o preconceito fica em segundo plano, basta saber lidar com ele e mostrar sempre uma atitude profissional, demonstrando seriedade no trabalho, afinal a cultura brasileira deve ser representada aqui no Líbano.

 

2) Quais as dicas você daria para as mulheres que vivem aqui no Líbano?

Cada mulher deve buscar seu próprio objetivo e seu caminho em busca de sua realização pessoal. Eu, como professora e artista, aconselho outras iguais a mim a serem observadoras e sempre tentar se adaptar ao “jeito difícil e diferente” do povo libanês.

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3) Quais são seus lugares preferidos no Líbano?

Minha rotina é extremamente desgastante e intensa. Dou aulas de segunda a sexta, incluindo aeróbica, samba e capoeira, além de me apresentar nos finais de semana com o grupo Passos Alegres. Sendo assim, não sou de sair muito porque estou sempre exausta. Mas no verão gosto de ir aos clubes, tomar banho de sol nas piscinas. Não curto as praias libanesas, pois as praias daqui -me perdoem a franqueza-, não se comparam com as nossas praias brasileiras, principalmente as praias da minha Bahia.

 

4) Por último, mande uma mensagem para a comunidade brasileira no Líbano.

Viva bem no Líbano ou em qualquer outro lugar no mundo, basta  aprender a respeitar as diferenças!!!

by Viviane Carvalho

por Viviane Carvalho

 

 

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