A Gruta de Jeíta está a 20 km de Beirute. Jeíta significa “grande barulho”, por causa dos barulhos provenientes da queda das águas no interior da gruta. A gruta de Jeíta está localizada no magnífico vale verde de Nahr al-Kalb, principal fonte deste rio e que fornece água potável a Beirute. A Gruta de Jeita é uma das mais belas grutas do mundo e foi eleita a primeira maravilha natural das setes maravilhas naturais do mundo.

 

A gruta consiste em uma rede de cavernas e está dividida em dois níveis que penetram a mais de 6 km no interior da montanha. Níveis: inferior e superior.

 

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A apresentadora Sabrina Sato com sua equipe do programa da Sabrina durante visita à Jeita Grotto em setembro de 2016.

A gruta no nível inferior foi habitada na época pré-histórica e foi descoberta em 1836 pelo reverendo William Thomson, missionário americano. Nesta parte inferior, o visitante pode fazer um passeio em pequenos barcos de propulsão elétrica, um trajeto de 500 metros. Em 1956, a gruta inferior foi aberta ao público visitante.

 

A gruta nível superior foi descoberta em 1958 por espeleólogos libaneses e está a 60 metros acima da gruta inferior, e tem um comprimento de 2.130 metros, podendo ser visitada somente 750 metros, através de passarelas. Nesta parte, o visitante pode passear e apreciar suas paredes revestidas de estalagmites e estalactites. Parando e observando, o visitante poderá ver formas de colunas, cogumelos, cortinas, imagens de pessoas, animais, torres… Observe-se que existem as galerias de cor branca e outra vermelha, isto devido a calcitas serem puramente branca, e a tonalidade vermelha é devida ao óxido de ferro, ferrugem, presentes em pequenas quantidades. Trata-se da maior galeria, 106 metros de altura por 30 e 50 metros de largura. A maior galeria tem 120 metros de altura. Nesta gruta, está localizada uma das maiores estalactites do mundo com 8.20 metros de altura.

Em 1969, foi realizado um concerto de música do compositor francês François Bayle para inaugurar a abertura ao público visitante.

O organizador deste evento foi o escultor e artista libanês Ghassan Klink, tio do navegador brasileiro Amyr Klink.

Em 1873, os engenheiros da empresa de água de Beirute e Monte Líbano, W.J. Maxwell e H.G. Huxley e seu amigo, o reverendo Daniel Bliss, presidente do Colégio Sírio Protestante (atual Universidade Americana de Beirute – AUB), estudaram a gruta e registraram seus nomes e o ano da exploração (1873) na chamada “Maxwell’s Column”, uma grande coluna de pedra calcária situada a 625 metros da entrada. Em seguida, a mais 200 metros, no local chamado “Pantheon”, eles escreveram sobre papel os seus nomes e os detalhes da expedição e colocaram o papel dentro de uma garrafa e a mesma foi colocada no cume de uma estalagmite. A garrafa foi recebendo gotas de água calcária e hoje ela está com uma fina camada de calcário e encrutada na pedra.

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o historiador Roberto Khatlab de costas acompanhando Sabrina Sato durante visita guiada na gruta de nível inferior

 

A gruta foi fechada durante a guerra civil libanesa (1975-1990) e foi reaberta em 1995, com uma grande estrutura para facilitar a visita dos turistas, que vem do mundo todo apreciar a beleza, que a natureza esculpiu e continua esculpindo a milhões de anos, gota a gota e que no geral, a formação é de 3 milímetros por ano. Portanto, uma obra prima da natureza com muita paciência e habilidade. Visite e sinta a emoção de estar diante de uma natureza eterna.

 

 

Por Roberto Khatlab

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