Voltar a discutir o projeto da revista Connection Beirut se justifica e interessa não apenas porque se supõe que o objetivo ainda nao foi totalmente alcançado e a busca pela perfeição continua em nossa equipe.
O objetivo principal da revista era apresentar uma visão clara, precisa e abrangente sobre a vida no Líbano do ponto de vista de brasileiros e libaneses, que vieram viver em solo libanês e desmistificar a ideia de país em uma zona de conflito e perigoso.

Por isso, de muitos modos a revista Connection Beirut tem tentado vincular ao modo em que a vida segue no Oriente Médio e como os leitores enxergam o país dos Cedros.
O que segue é minha visão pessoal sobre o projeto da revista, base da minha prática profissional e da minha atividade como idealizadora e editora. Como tal, é relativa e não pretende ser a única verdade sobre o assunto, embora eu acredite fortemente na sua validade.
Temos tentado construir a sua imagem e desta maneira podemos ajudar a entender melhor como projetar a publicação em 2016 e nos próximos anos.
Felizmente, ainda há espaço para a revista que conta sobre os brasileiros e libaneses que vivem aqui no Líbano, sentindo o espírito dos tempos, e dissolvendo a nostalgia da minha pátria amada, Brasil.
É verdade que vivemos em um tempo sem certezas, e temos a consciência de que as coisas sempre podem ser de outra maneira. Para aqueles que tem como objetivo realizar uma nova vida, afastar ao máximo a monotonia das suas decisões é essencial, dedico minha energia.
A verdadeira novidade na Connection Beirut surgiu quando na verdade o intuito era conectar o Brasil ao Líbano, e na verdade abriu o terreno da linguagem e da expressão pessoal, dando para mim a verdadeira adaptação de vida ao Oriente Médio.
Estabelecendo dessa maneira suporte para que eu desenvolvesse o projeto da revista. Ao longo desse primeiro ano de Connection Beirut, já tivemos diversos colaboradores que passaram pela nossa obra e deixaram suas ideias estruturais, deixando resquícios e trazendo mais experiência à revista.
Dessa maneira, surgiu uma relação de causa e efeito, que atribuo aos colaboradores pelos seus artigos e ideias ao longo do caminho. Pode-se dizer que a Connection Beirut surgiu na verdade de um momento triste da minha vida, quando havia acabado de perder a pessoa que mais me amou no mundo: minha mãe, mas que deu o sentido de incorporar a ideia do prosseguimento da vida e buscar uma funcionalidade de viver, sem mais aquele amor incondicional.
E daí, foi nascendo uma estreita vinculação entre a nossa nova Família Connection e, ao mesmo tempo, a necessidade de crescimento e progresso do conteúdo da revista.

A relação com o lugar é fundamental para nós da revista, e nenhum projeto de qualidade pode ser indiferente à opinião dos nossos leitores. E ao longo desse primeiro ano, projetamos e estabelecemos relações entre partes de um todo; entrevistamos diversas personalidades do Líbano, aprendemos com elas, sofremos com algumas e nos divertimos com outras.
E as consequências importantes que vieram com o desenvolvimento desse projeto e construído nesse lugar, modificou a situação existente em uma proporção que não se pode medir. Desde que cheguei ao Líbano há 1 ano e 7 meses, tenho descoberto sobre o poder das mudanças. O poder de se reinventar e descobrir o quanto precisamos aprender e podemos nos superar.

Comecei a estudar árabe popular, e já me arrisco a me apresentar em árabe, já estou falando francês que ainda não me deixou fluente mas que já rende um bom papo, e aprendendo claro, a dança oriental, e tenho conhecido diversas culturas em contato com o corpo diplomático que vive no Líbano.
Apesar de me sentir uma pessoa autônoma, no sentido em que possuo identidade própria, necessito da amizade de pessoas que me permitam sentir percepção das relações entre todos os seres humanos.E o Líbano tem sido uma verdadeira faculdade das relações humanas, do poder caridoso desse povo, que abraçou o recebimento de tantos refugiados sírios, da luta pelos órfãos que são tão bem cuidados aqui, das festas e dos banquetes gastronômicos oferecidos no Líbano e da alegria e resilência desse povo de 8000 anos de história.
Tenho aprendido sobre a necessidade de ser poliglota, e admirar um povo que busca dar o melhor do estudo para seus filhos, mesmo sem distanciar dos excessos e das histórias tristes de mulheres que sofrem aqui, mas consegui enxergar a força da mulher libanesa, que busca seu lugar e pretende ser vista como o cerne da família.
A importância da Connection Beirut em minha vida é tanta, que se poderia afirmar que não haveria Viviane sem a concepção desse projeto fantástico, que desenvolveu minha consciência construtiva sobre a minha própria pessoa.
Fizemos diversos eventos, sendo o primeiro no lançamento do Centro Cultural para um total de 250 pessoas com a apresentação de grupos de samba e dança do ventre, discurso do nosso grande e querido embaixador do Brasil Jorge Kadri, e tendo o carinho de diversas caras anônimas, mas que ajudaram a construir um instrumento fundamental para nascer um projeto inovador e que rendesse bons frutos a toda a comunidade local.
Espero ainda contribuir com o papel importante que a Connection Beirut desempenha ao manter informados todos 10.000 brasileiros-libaneses, que vivem no Líbano e os 10 milhões que vivem no Brasil, aspiramos assim a aumentar nossa audiência, e é para vocês que dedico esse trabalho.
Nunca é demais enfatizar que sabemos que o projeto necessita melhorar e, devemos desse modo construir uma ligação de confiança entre nosso leitor e nossa revista, e estamos buscando cada vez mais trazer nao só o novo, mas o autêntico projeto.
Conto com a confiança de vocês, leitores, e agradeço a todos colaboradores pela ajuda e dedicação nesse trabalho, em especial minha parceira Gabrielle Nakhoul, uma menina-mulher que muito me orgulha, pela sua força de vontade, garra e dedicação pela Connection, sempre acreditando na minhas ideias.

Parabéns Connection Beirut! E vamos celebrar nossa revista no dia 25 de junho, às 20:00 no restaurante Les Grandes Arcades. Espero poder ter vocês comigo!

Por Viviane Carvalho

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 Diplomat Bruno Rizzi,  Alisson Lincoln, Ambassador Jorge Kadri, Consul Siham Harati, Viviane Carvalho, Mrs Ursula Zaluar, Brazilian Chargé d'Affaires in Syria Achilles Zaluar

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por Ana Letícia Medeiros

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by Alessandra Egro

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